Atenção Essa vida contém cenas explícitas de tédio Nos intervalos da emoção Atenção Quem não gostar que conte outra,encontre, corra atrás,enfrente, tente, invente sua própria versão Aqui não tem segunda sessão Aqui não tem segunda sessão
Hoje é terça-feira e começo o dia dormindo, porque é madrugada e estou com sono. Cabeça de gelo, cuca fria para avançar o dia que promete emoções. Olho pro cé e canto: "Ó minha mão do céu, ó meu pé do chão..." Será desespero??!! Uaaa!! Não. Apenas uma canção!!! Parampam! "...só acredito no semáforo, só acredito no avião. Eu acredito no relógio..."
Obs: O calendário do blog marca que hoje é segunda-feira. O relógio marca 21h.
??? Não deve ser horário de brasília, mto menos de Salvador. :P
Engraçado, que pensando em algumas coisas da vida, percebi o quanto repetia certas coisas e o quanto aquilo estava pesado. Daí, lembrei que li em algum livro, não recordo qual, que falava alguma coisa referente a isso. Que a gente vive em círculo. Começa em um ponto. Anda, anda, anda e termina no mesmo ponto. E aquilo se repetia por diversas vezes. E o segredo está nas experiências vividas durante o percurso. Se repetirmos inúmeras vezes a mesma coisa e esta torna-se pesada, um fardo, é porque não conseguimos aprender, crescer com aquela experiência. Nessa linha de pensamento, lembrei que no livro “Toda mulher é meio Leila Diniz”de Mirian Goldenberg, tem um trecho do diário de Leila que ela descreve alguma coisa sobre círculo. Que é assim: "Eu sou um círculo com um centro, um ponto fixo no centro. Esse ponto é a minha espinha dorsal, o meu fio, de onde vem a minha força, minha vontade, a fonte e a estrutura. No círculo só, eu me perderia, me diluiria, se não houvesse o ponto fixo, o centro de mim. Eu quero dizer que tudo quanto eu me disperso, toda a minha porra-louquice, não me destrói, não me dispersa, porque está relacionada como um círculo ao seu centro, a um troço fixo que existe dentro de mim, uma vontade, uma verdade, uma autopreservação, um bicho também. Um troço sólido que eu não sei explicar bem e que eu chamo de ponto, espinha dorsal. Se eu fosse filósofa eu diria, talvez, que o que me interessa é não afastar o círculo do ponto, ao contrário, aproximá-lo. Ou melhor, o que eu diria é que eu quero chegar a mim mesma, no ponto fixo. Aí então, eu seria inteira. "
Segredos, verdades, mentiras, experiências, idas, vindas, vidas. Tudo forma o meu círculo e se aproxima do meu ponto fixo, meu eu. E o meu desejo: Ser todo dia, a cada dia, INTEIRA.